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As vitaminas: naturais ou sintéticas?

vitaminas: naturais ou sintéticas

A química permite sintetizar moléculas semelhantes a moléculas naturais. No entanto, as moléculas da química nem sempre são uma cópia exata dos seus homólogos naturais e algumas diferenças podem afetar a sua atividade biológica.

Estruturas químicas distintas

A estrutura química de uma molécula pode condicionar a sua absorção, o seu transporte, o seu armazenamento ou a sua degradação e, portanto, condicionar a generalidade dos seus efeitos. A tabela abaixo identifica as diferenças de estrutura frequentemente observadas entre as vitaminas e minerais naturais e vitaminas e minerais de síntese (1-2)..

Vitaminas/ sais minerais

Naturais

Sintéticas

Vitamina B1

Tiamina livre ou esterificada. Não fosforilada

Mononitrato de tiamina ou cloridrato de tiamina

Vitamina B2

Riboflavina ligada a coenzimas

Riboflavina isolada

Vitamina B3

Nicotinamidas ligadas a coenzimas, ácido nicotínico

Niacina, ácido nicotínico, nicotinamidas

Vitamina B5

Ácido pantoténico unido a coenzimas, pantotenato

Ácido pantoténico, pantotenol, pantotenato de cálcio

Vitamina B6

Piridoxina livre ou glicosilada

Cloridrato de piridoxina ou piridoxamina

Vitamina B9

Folatos (poliglutamatos)

Ácido fólico (monoglutamato)

Vitamina C

Ácido L-ascórbico, ácido deidro-L-ascórbico

Ácido ascórbico, ascorbato de sódio

Vitamina E

RRR-α-tocoferol e as formas beta, gama e delta, tocotrienóis

8 estereoisómeros de α-tocoferol (mistura racémica), acetato de tocoferol

Minerais

Sais orgânicos

Exemplo: selenometionina

Sais inorgânicos

Exemplo: selenato e selenito de sódio

 

As duas principais categorias de fonte de oligoelementos e minerais são sais inorgânicos e as fontes orgânicas. 

Entre os sais inorgânicos comuns encontram-se: os sulfatos, os óxidos, os cloretos ou carbonatos dos elementos correspondentes. A outra categoria, a orgânica, utiliza frequentemente a denominação de “quelatos”, que se refere a aminoácidos, proteínas, complexos de polissacarídeos ou complexos obtidos de leveduras.

Estas formas geralmente permitem uma melhor absorção intestinal e biodisponibilidade, dado que estabilizam e tornam os sais orgânicos menos reativos no tubo digestivo.

Sinergia de ação com os co-nutrientes

Em geral, as vitaminas naturais extraídas de vegetais (frutos, ervas aromáticas…) encontram-se em formas não só compatíveis com a fisiologia humana, mas também estão associadas com outros compostos naturais presentes na matriz de origem e resultantes da extração: cofatores, minerais, polifenóis…

Esta combinação assemelha-se a uma matriz alimentar, favorecendo a sinergia dos ativos presentes no extrato, em termos de biodisponibilidade e dos efeitos fisiológicos esperados.

Num estudo clínico randomizado controlado por placebo, 8 pessoas, não fumadoras, com idades entre os 18 e os 41 anos, receberam ácido ascórbico ou um extrato de limão enriquecido com vitamina C. A biodisponibilidade foi avaliada pela medição das concentrações plasmáticas de vitamina C.

Neste estudo, os cientistas puderam constatar que o ácido ascórbico associado ao extrato de limão era 35% mais biodisponível que o ácido ascórbico sozinho (3).

Richard COLL, Especialista em galénica


Bibliografia:

(1) Thiel RJ. Natural vitamins may be superior to synthetic ones. Med Hypotheses 2000;55(6):461-9.
(2) Bourgeois C. Les vitamines dans les industries agro-alimentaires. Paris : Editions Tec&Doc, 2003.
(3) Vinson JA et al. Comparative bioavailability of humans to ascorbic acid alone or in a citrus extract. Am J Clin Nutr 1988;48:601-4.