Tratamento à base de plantas: delicado e profundo
Comumente utilizada, a fitoterapia encontrou agora um lugar real na saúde quotidiana. Utilizadas como alternativa ou complemento aos produtos de saúde convencionais, as plantas têm a vantagem de conter uma grande variedade de compostos ativos.
Fitoterapia, uma medicina reconhecida
A fitoterapia é a utilização de plantas ou de produtos à base de plantas (pós, ampolas, infusões, etc.) para fornecer soluções naturais para os problemas quotidianos. As plantas são uma resposta natural para fornecer ao corpo substâncias que ajudam a manter um equilíbrio saudável. Ao longo dos séculos e em todos os continentes, a humanidade adquiriu conhecimentos sobre as plantas e as suas propriedades. As utilizações tradicionais das plantas (na Europa, China, Índia, América do Sul, África, etc.) representam a riqueza da experiência acumulada desde os tempos mais remotos. Nos países desenvolvidos, com o avanço da química moderna no final do século XIX e a descoberta de novos medicamentos, a fitoterapia foi colocada para segundo plano como "remédios da avó" com virtudes incertas. Mas este afastamento foi de curta duração: os últimos grandes escândalos sanitários despertaram um interesse renovado pelas plantas.
Atualmente, a eficácia das plantas é reconhecida e, na maioria dos casos, cientificamente comprovada. Os seus inegáveis benefícios para a nossa saúde e a sua dimensão natural permitiram que a fitoterapia passasse a fazer parte do nosso quotidiano.
Fitoterapia: saúde natural
A fitoterapia é mais benéfica quando praticada durante períodos prolongados. Através da sua ação delicada e profunda, a fitoterapia também contribui para o equilíbrio do corpo, estimulando o organismo e limitando os efeitos secundários.
Atuando em harmonia e complementaridade, cada substância desempenha um papel diferente no metabolismo. Em alguns casos, as plantas podem mesmo ser utilizadas em combinação.
Lembre-se que a medicina convencional (alopatia) é frequentemente usada para tratamento de emergência e/ou de curto prazo. A medicina herbal, por outro lado, é ideal para um tratamento mais longo, mais suave e aprofundado.
Efeitos secundários?
Os efeitos secundários associados às plantas são geralmente menos frequentes. Podem aparecer quando as plantas são combinadas com medicamentos alopáticos ou quando a dose recomendada não é respeitada. Por exemplo, no tratamento de períodos de stress prolongado, o uso de plantas como a rhodiola não leva à dependência. Por outro lado, este efeito secundário já pode ser notado em alguns dos tratamentos convencionais.